Nascendo-se surdo, a língua materna é a de sinais. O acréscimo da perda visual restringe seu uso conhecido, visuo-espacial, para ser adaptada, tornando-se, cinestésica-espacial, ou seja, o surdocego visualiza mentalmente características de cada sinal através do movimento. 

Já o intérprete do surdocego que na maioria das vezes exerce também a função de guia, guia intérprete, é um agente extremamente capacitado. É através dele que a pessoa surdocega alcança o mundo circundante. 

É imprescindível que o guia intérprete conheça os meios de comunicação comumente utilizados, para que possa comunicar-se eficazmente com o surdocego. 

CCTV: Apoio de Leitura 

O CCTV amplia a figura até sessenta vezes o seu tamanho. Com sua ajuda pode ler e escrever mesmo que a visão residual seja muito pobre. 

BRAILLE:  

A técnica braille consiste-se de pontos em relevo que combinados formam letras. 

Para escrevê-los usamos uma chapa, também chamada de reglete, e um punção. Usamos também uma brailler – máquina de escrever constituída de seis teclas. 

Uma característica importante da técnica braille, é que ela independe de materiais físicos como o reglete, o punção ou a brailler para ser comunicativa. 

Apenas devemos entender que a técnica braille constitui-se de “seis pontos não obrigatoriamente em relevo” para estabelecer uma comunicação ou seja, onde houver a possibilidade de trabalharmos “seis pontos” a técnica braille estará sendo usada e bem aceita. 

TELLETHOUCH – Aparelho de Conversação 

Este aparelho tem teclado de uma máquina braille e um teclado normal. O teclado braille assim como o teclado normal levantam na parte de trás do aparelho uma pequena chapa de metal, a cela braille, uma letra de cada vez. A Tellethouch constitui-se, apesar de sua idade de criação, um dos principais meios de interação do surdocego com outras pessoas. 

Ao interloctor do surdocego basta saber ler. Sabendo ler precionará as teclas normais da tellethouch como se estivesse redigindo um texto escrito qualquer 

TABLITAS DE COMUNICAÇÃO 

Fabricadas em plástico sólido, representam em relevo as letras e os números ordinários, assim como, caracteres do sistema braille. 

As letras e os números estão superpostos aos caracteres braille. O dedo da pessoa surdocega é levado de uma letra/número a outra(o) ou de um caracter à outro, estabelecendo desta forma a comunicação
 

DIÁLOGOS – Fala Escrita 

O diálogo inclui uma máquina braille/aparelho de escrita, uma máquina de escrever eletrônica, um gravador e uma conexão telefônica. 

A pessoa surdocega escreve na máquina braille. O texto é impresso no papel da máquina de escrever para a pessoa vidente ler e vice-versa. 

As conversas podem ser estocadas na memória do aparelho se assim for desajado. A pessoa que receber a conexão de telefone precisa do diálogos, um teletexto, uma impressora equipada com modem de um computador. 

ALFABETO DACTICOLÓGICO 

Cada uma das letras do alfabeto corresponde a uma determinada posição dos dedos da mão. Se trata do alfabeto manual utilizado pelas pessoas surdas. Apenas que neste caso está adaptada à versão tátil.
 
     Fotos : GOOGLE

LETRAS DE FORMA 

Encontramos aqui um método verdadeiramente simples. A única condição necessários para que funcione é que nosso interlocutor conheça as letras maiúsculas do alfabeto: 

As letras são impressas na palma da mão do surdocego, uma sobre a outra. O próprio dedo indicador ou o dedo do surdocego é usado como caneta. 

TADOMA 

Quando falamos em tadoma, estamos nos referindo ao método de vibração do ensino da fala. A criança que está sendo ensinada no tadoma tem que colocar uma e inicialmente as duas mãos na face da pessoa que está falando. Com bastante treino e prática a possibilidade de se comunicar através deste método tende a ser grande SISTEMA . 

 

 

Fonte : http://coralx.ufsm.br/revce/ceesp/2000/01/a7.htm