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Joice Galvão

Intérprete de libras

Instituto Nokia

Instituto Nokia de Tecnologia desenvolve novas soluções para acessibilidade Instituto usa a tecnologia mobile para melhorar a vida das pessoas com deficiência Tornar possível o que, antes, seria inimaginável. É assim que o INdT atua quando o assunto é plataforma mobile: encontrando aplicações inovadoras para os dispositivos móveis, que transformam a forma como as pessoas lidam com esta tecnologia. Entre os projetos atuais estão soluções para quem tem problemas de visão, deficiência auditiva ou daltonismo. Segundo o Censo 2000, do IBGE, existem no Brasil mais de 5,7 milhões de pessoas com deficiência auditiva. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), existem 135 milhões com baixa visão em todo o mundo. No Brasil, o número de portadores de algum tipo de deficiência visual é de 3,5 milhões. “Trata-se de um grande número de pessoas, que não pode ficar excluído das vantagens que a tecnologia mobile proporciona”, explica o presidente do INdT, Geraldo Feitoza. Pensando nisso, o INdT desenvolveu uma série de aplicativos de acessibilidade que permitem que deficientes interajam com o ambiente por meio do celular. O Audio Aid, por exemplo, permite que sons como campainhas ou alarmes sejam percebidos através de vibrações. A ideia é que o deficiente auditivo possa sentir sons do ambiente por meio da vibração do celular e se orientar por elas. Deste modo, alarmes e campainhas são traduzidos em estímulos que ajudam na orientação dos usuários com deficiência. Com o Color Detector instalado nos celulares os usuários com daltonismo têm uma importante ferramenta nas mãos, pois podem apontar a câmera do aparelho para alguma coisa e ver a cor que está sendo mostrada escrita por extenso na tela. O Nokia Magnifier por sua vez é uma lupa eletrônica que usa a próprio câmera do aparelho. O programa é para quem tem baixa visão e pode ser usado em celulares Nokia da série S60. O INdT estima que esses aplicativos estejam disponíveis para download na loja de aplicativos da Nokia – http://www.ovi.com – ainda nesse ano.

“Nós temos um propósito muito claro que faz parte do nosso jeito de pensar nossos projetos, usando a tecnologia para desenvolver aplicações para celulares que tem o potencial de ajudar muitas pessoas em todo o mundo”, conclui Feitoza. Sobre o INdT Fundado em 2001, o Instituto Nokia de Tecnologia (INdT) é uma instituição independente e sem fins lucrativos comprometida com a realização de pesquisa e desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras nas áreas de mobilidade e Internet. Através do desenvolvimento de aplicações, novas tecnologias e conceitos, o Instituto Nokia objetiva alavancar oportunidades para que pessoas, empresas e governos possam usar inovações que efetivamente adicionem valor ao seu dia-a-dia. O Instituto possui centros de pesquisa estabelecidos em Manaus, Brasília, Recife e São Paulo e busca constantemente estabelecer acordos de cooperação com universidades, instituições públicas e privadas e outros centros de pesquisa e desenvolvimento. As principais áreas de competência do INdT são Software Livre e Interfaces de Usuário, Tecnologias de Produto e Manufatura, Experiências em Serviços e Tecnologias de Rede. Para mais informações, acesse www.indt.org.br

http://www.worldsymbian.com.br/2010/03/instituto-nokia-de-tecnologia.html

Bebês surdos devem aprender língua de sinais nos primeiros meses de vida

 Pais têm de interagir com brincadeiras e usar lingua para socialização. Atividades buscam desenvolver habilidades visuais da criança.Atividades com bebês surdos visam desenvolver habilidades visuais e ensinar lingua dos sinais .

O maior desafio para quem trabalha com crianças surdas é acreditar nos bebês como diferentes e não como deficientes. É assim que pensa a fonoaudióloga escolar Sandra Refina Leite, que trabalha na Escola para Crianças Surdas (ECS) Rio Branco, em São Paulo. Para Sandra, a melhor maneira de potencializar a produtividade e o desenvolvimento dos bebês é ensinar a Língua  de Sinais Brasileira (Libras) desde os primeiros dias de vida. 

 “Desde o momento em que os pais descobrem a surdez do bebê é importante procurar um especialista para que, além da própria criança poder aprender a língua dos sinais, eles também possam aprendê-la. É fundamental que a criança desenvolva habilidades visuais para se sentir incluída socialmente e quanto mais cedo ela iniciar o processo de educação, melhor”, diz. “Todos os nossos esforços são para que a criança aprenda da maneira mais natural possível”.

A especialista afirma que os pais não costumam aceitar a surdez do bebê em um primeiro momento. “Nossa sociedade não está preparada para a diferença, e isso se reflete também no comportamento dos pais dos bebês, que demoram um pouco a se acostumar. Ainda assim, o resultado vale muito a pena”, afirma Sandra. A fonoaudióloga diz que em seis meses de atividades o bebê já começa a reconhecer os sinais, mesmo que de maneira ainda não estruturada. Em casa, é fundamental que os pais se comuniquem com o bebê por meio da lingua de sinais. Sandra reafirma ainda a importância de brincar com a criança e contar histórias. “Aos pais cabe a tarefa de apresentar o mundo à criança, nomear pessoas e coisas, para que ela entenda a complexidade do mundo, e interagir sempre”, diz.

FONTE : globo.com

 

 

Alerta jovens sobre risco de surdez por uso de tocadores de MP3,MP5 etc ..

Volume alto pode causar danos graves depois de 5 anos, dizem cientistas.
Até 100 milhões de pessoas ouvem música em portáteis diariamente.

 Da Reuters

Milhões de jovens na Europa correm o risco de sofrerem perda de audição permanente depois cinco anos se continuarem ouvindo música em volume muito alto em seus tocadores de MP3 por mais de cinco horas por semana, afirmaram cientistas da União Européia .
A pesquisa, encomendada pela Comissão Européia, ataca o conceito de “entretenimento do ruído”, afirmando que crianças e adolescentes devem ser protegidos de volumes sonoros cada vez maiores de todo o tipo de aparelhos, incluindo celulares.

 “Tem havido crescente preocupação sobre a exposição da nova geração a tocadores de música digital que podem reproduzir sons a volumes muito altos sem perda de qualidade”, afirma a Comissão Européia, braço executivo da União Européia, em comunicado.“Risco de perda de audição depende do volume e do tempo de exposição”, afirma a comissão. Mais e mais jovens estão expostos à uma ameaça significativa à audição, segundo a comissão.

 Especialistas do órgão executivo estimam que entre 50 milhões e 100 milhões de pessoas ouvem música em tocadores portáteis diariamente.

   Limites e alertas

Se eles usarem o aparelho por apenas cinco horas por semana a um volume acima de 89 decibéis, eles já estarão excedendo os limites da União Européia de barulho permitido em locais de trabalho, afirmam os especialistas. Mas se eles usarem os aparelhos por períodos mais longos, correm risco de perda permanente de audição após cinco anos.

 Os cientistas calcularam que o número de pessoas que está nessa categoria de risco é de cinco a 10% dos usuários de tocadores portáteis de música, o que significa até 10 milhões de pessoas na União Européia.

 As vendas de aparelhos de música digital dispararam em países da União Européia nos últimos anos. Especialistas da Comissão estimam as vendas unitárias de tocadores portáteis de áudio entre 184 e 246 milhões nos últimos quatro anos. Os aparelhos de MP3 correspondem a algo entre 124 milhões e 165 milhões de unidades. Celulares usados com volume excessivo também são alvo da comissária européia para assuntos de consumo Meglena Kuneva.

 “Eu estou preocupada que tantos jovens …. que são usuários freqüentes de tocadores portáteis de música e celulares a volumes elevados, possam, sem saber, estar prejudicando a audição de maneira irrevogável”, disse ela em comunicado.

http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/+DE+MP.html

Estresse pode provocar surdez, dizem pesquisadores

Frequentemente ligado a problemas cardíacos, gastrite e a acidentes vasculares cerebrais, o estresse também pode causar surdez. Segundo especialistas, está crescendo o número de casos de zumbido – um dos primeiros sinais do corpo para uma futura perda de audição – em pessoas estressadas por, sobretudo, motivos profissionais.

Diretora-presidente do Instituto Ganz Sanchez, entidade especializada no tratamento de zumbido em São Paulo, Tanit Ganz Sanchez conta que 15% de seus pacientes passaram a ter o problema por causa do estresse. Em outros 40%, o zumbido é motivado pelo estresse aliado a outras causas como problemas de audição, circulação, músculos do pescoço, mandíbula, entre outros.

“O paciente que sofre de zumbido causado por estresse geralmente convive no ambiente corporativo, é muito perfeccionista e coordena equipes. Há também casos em que o paciente é depressivo”, diz Tanit.

Entre as causas do estresse corporativo estão o descontentamento com colegas ou chefias, sobrecarga de trabalho, pressão para cumprir prazos e metas, assédios, insatisfação salarial , sensação de incompetência profissional e, até mesmo, monotonia.

Segundo Tanit Sanchez, há também o processo inverso: casos de pacientes que já sofrem com o zumbido, passam a ter problemas para dormir, e, em seguida, começam a sofrer de estresse.

Doença afeta milhões

Geralmente manifestado por apitos ou chiados, o zumbido afeta cerca de 15% da população mundial e 28 milhões de brasileiros de ambos os sexos. “Os ruídos são muito confundidos com barulhos do dia a dia. Então, quando, na hora de dormir, em silêncio, a pessoa identifica ou se incomoda com os zumbidos, deve procurar um médico”, explica Tanit Ganz Sanchez.

O tratamento é variado. No caso do zumbido aliado ao estresse, inclui remédios contra ansiedade e depressão, terapia, ioga, medicação e mudanças no estilo de vida do paciente.

 http://noticias.terra.com.br/ciencia/noticias/

Meios de comunicação do surdocego

Nascendo-se surdo, a língua materna é a de sinais. O acréscimo da perda visual restringe seu uso conhecido, visuo-espacial, para ser adaptada, tornando-se, cinestésica-espacial, ou seja, o surdocego visualiza mentalmente características de cada sinal através do movimento. 

Já o intérprete do surdocego que na maioria das vezes exerce também a função de guia, guia intérprete, é um agente extremamente capacitado. É através dele que a pessoa surdocega alcança o mundo circundante. 

É imprescindível que o guia intérprete conheça os meios de comunicação comumente utilizados, para que possa comunicar-se eficazmente com o surdocego. 

CCTV: Apoio de Leitura 

O CCTV amplia a figura até sessenta vezes o seu tamanho. Com sua ajuda pode ler e escrever mesmo que a visão residual seja muito pobre. 

BRAILLE:  

A técnica braille consiste-se de pontos em relevo que combinados formam letras. 

Para escrevê-los usamos uma chapa, também chamada de reglete, e um punção. Usamos também uma brailler – máquina de escrever constituída de seis teclas. 

Uma característica importante da técnica braille, é que ela independe de materiais físicos como o reglete, o punção ou a brailler para ser comunicativa. 

Apenas devemos entender que a técnica braille constitui-se de “seis pontos não obrigatoriamente em relevo” para estabelecer uma comunicação ou seja, onde houver a possibilidade de trabalharmos “seis pontos” a técnica braille estará sendo usada e bem aceita. 

TELLETHOUCH – Aparelho de Conversação 

Este aparelho tem teclado de uma máquina braille e um teclado normal. O teclado braille assim como o teclado normal levantam na parte de trás do aparelho uma pequena chapa de metal, a cela braille, uma letra de cada vez. A Tellethouch constitui-se, apesar de sua idade de criação, um dos principais meios de interação do surdocego com outras pessoas. 

Ao interloctor do surdocego basta saber ler. Sabendo ler precionará as teclas normais da tellethouch como se estivesse redigindo um texto escrito qualquer 

TABLITAS DE COMUNICAÇÃO 

Fabricadas em plástico sólido, representam em relevo as letras e os números ordinários, assim como, caracteres do sistema braille. 

As letras e os números estão superpostos aos caracteres braille. O dedo da pessoa surdocega é levado de uma letra/número a outra(o) ou de um caracter à outro, estabelecendo desta forma a comunicação
 

DIÁLOGOS – Fala Escrita 

O diálogo inclui uma máquina braille/aparelho de escrita, uma máquina de escrever eletrônica, um gravador e uma conexão telefônica. 

A pessoa surdocega escreve na máquina braille. O texto é impresso no papel da máquina de escrever para a pessoa vidente ler e vice-versa. 

As conversas podem ser estocadas na memória do aparelho se assim for desajado. A pessoa que receber a conexão de telefone precisa do diálogos, um teletexto, uma impressora equipada com modem de um computador. 

ALFABETO DACTICOLÓGICO 

Cada uma das letras do alfabeto corresponde a uma determinada posição dos dedos da mão. Se trata do alfabeto manual utilizado pelas pessoas surdas. Apenas que neste caso está adaptada à versão tátil.
 
     Fotos : GOOGLE

LETRAS DE FORMA 

Encontramos aqui um método verdadeiramente simples. A única condição necessários para que funcione é que nosso interlocutor conheça as letras maiúsculas do alfabeto: 

As letras são impressas na palma da mão do surdocego, uma sobre a outra. O próprio dedo indicador ou o dedo do surdocego é usado como caneta. 

TADOMA 

Quando falamos em tadoma, estamos nos referindo ao método de vibração do ensino da fala. A criança que está sendo ensinada no tadoma tem que colocar uma e inicialmente as duas mãos na face da pessoa que está falando. Com bastante treino e prática a possibilidade de se comunicar através deste método tende a ser grande SISTEMA . 

 

 

Fonte : http://coralx.ufsm.br/revce/ceesp/2000/01/a7.htm

surdocegos

Sem luz e sem som: vencendo a barreira do isolamento

 Quem está lendo este jornal com a própria visão, talvez não imagine que existem pessoas que não têm a mesma possibilidade e que a ausência de luz e de som pode isolá-las do mundo que as cerca. As pessoas surdacegas precisam de apoio para compreensão do que se passa ao seu redor. A comunicação se dá de forma diferenciada e ultrapassar a barreira do silêncio e do isolamento é um verdadeiro desafio. Aqui, esclarecemos alguns aspectos da surdocegueira e mostramos que as instituições que atendem seus portadores podem viabilizar a autonomia e a inclusão dessas pessoas.

O QUE É ?

Embora a surdocegueira possua duas deficiências associadas – a surdez e a cegueira – não se trata da somatória de ambas mas uma deficiência única que apresenta características peculiares como graves perdas auditiva e visual, levando quem a possui a ter formas específicas de comunicação para ter acesso a lazer, educação, trabalho e vida social. Não há necessariamente uma perda total dos dois sentidos. No Brasil há hoje cerca de 250 pessoas com surdocegueira

(fonte: Grupo Brasil de Apoio ao Surdocego e Múltiplo Deficiente Sensorial).

TIPOS DE SURDOCEGUEIRA

A surdocegueira pode ser identificada como sendo de vários tipos:

• cegueira congênita e surdez adquirida

• surdez congênita e cegueira adquirida

• cegueira e surdez congênitas • cegueira e surdez adquiridas

• baixa visão com surdez congênita

• baixa visão com surdez adquirida

CLASSIFICAÇÃO

As pessoas que possuem surdocegueira podem ser classificadas de duas formas: pré-linguísticas e pós-linguísticas. O surdocego pré-linguístico é aquele que nasce surdocego ou adquire a surdocegueira ainda bebê, antes da aquisição de uma língua, apresentando graves perdas visuais e auditivas combinadas. Essas pessoas apresentam dificuldade de compreensão do universo que as cerca, devido a ausência da luz e do som. Possuem a tendência de se fecharem em si, isolando-se. O surdocego pós-linguístico é aquele que apresenta uma deficiência sensorial (auditiva ou visual) e adquire a outra após a aquisição de uma língua (portuguesa ou de sinais), ou adquire a surdocegueira, após já comunicar-se por algum idioma, sem portar nenhuma deficiência anteriormente.

 O QUE CAUSA ?

Doenças contraídas na gravidez, como rubéola, toxoplasmose e citomegalovírus podem causar surdocegueira na criança. Síndromes como a de Usher (degeneração da retina em função de retinose pigmentar) também são a causa. Nesse caso, a origem é genética, ou seja, nasce-se com a síndrome que se manifesta na infância ou mais tarde. Muitas pessoas nascidas surdas podem ser portadoras da síndrome de Usher e apresentar perda gradativa da visão na adolescência ou maturidade. A retinose pigmentar, que gera perda visual progressiva, também pode estar associada a outras síndromes, mas a mais conhecida é a de Usher. Abuso de álcool e drogas por parte da gestante, caxumba, meningite, acidente vascular cerebral (AVC), sífilis congênita, herpes, aids e hidrocefalia, entre outros, também podem causar surdocegueira.

PREVENÇÃO

Uma das formas de prevenção da surdocegueira é pela vacinação contra rubéola antes da gravidez. A síndrome de Usher e outras que provocam surdocegueira não podem ser prevenidas por serem genéticas, mas é possível atuar preventivamente no aspecto emocional de adolescentes e adultos que possam adquirir a surdocegueira. Ou seja, é possível preparar o portador de deficiência sensorial que pode vir a adquirir outra deficiência (perda de visão ou audição) a aceitar e aprender a lidar com a nova condição, minimizando os efeitos psicológicos decorrentes das perdas.

COMO SE MANIFESTA ?

A surdocegueira adquirida manifesta-se pela perda progressiva da visão e da audição, ou de um dos dois sentidos quando o outro já está comprometido; dificuldade de percepção de proximidade das pessoas, não percepção de objetos que caem, dificuldade de participação em conversação ou jogos coletivos. A surdocegueira congênita manifesta-se pela “ausência” da criança do mundo externo, ou seja, falta de percepção de movimentos externos, movimentos das mãos muito próximo dos olhos, podendo ser confundida com deficiência mental, devido ao isolamento imposto pela ausência de luz e de som.

REABILITAÇÃO E COMUNICAÇÃO

A reabilitação ou habilitação de pessoas surdacegas varia de acordo com a origem da deficiência (congênita ou adquirida) e está centrada principalmente nas formas de comunicação possíveis para viabilizar sua autonomia e inclusão social. São vários os recursos utilizados, entre os quais: objetos de referência (por associação a fatos cotidianos), desenhos, movimentos corporais, expressão facial, língua de sinais tátil (conversação por sinais através de toque), alfabeto manual tátil (desenho de cada letra do alfabeto na palma da mão), tadoma (compreensão das palavras pela percepção da vibração da voz através de toque próximo dos lábios ou das cordas vocais), leitura labial (quando há resíduo visual), sistema braile e guia-intérprete. A princípio, uma criança com surdocegueira congênita é tão isolada do universo que a circunda que os familiares podem considerá-la portadora de deficiência mental, mas a dificuldade de aproximação se dá pela dificuldade de comunicação pelas formas convencionais. Quem cuida de uma criança surdacega deve buscar meios alternativos de comunicação e procurar desenvolver nela seu potencial de evolução, quebrando a barreira do isolamento. Iniciativas voltadas para o surdocego Existem no Brasil algumas instituições e pessoas empenhadas em promover a inclusão social de quem possui surdocegueira. Entre elas encontram-se: Associação Brasileira de Pais e Amigos dos Surdocegos e Múltiplos Deficientes Sensoriais (Abrapascem), Associação Brasileira de Surdocegueira (Abrasc), Associação para Deficientes da Áudio Visão (Adefav – dirigida pela primeira educadora de surdocegos no Brasil, Ana Maria de Barros Silva), Ahimsa – Associação Educacional para Múltipla Deficiência, Escola Anne Sullivan, Instituto Benjamin Constant, Centro de Treinamento e Reabilitação da Audição (Centrau) e Grupo Brasil de Apoio ao Surdocego e ao Múltiplo Deficiente Sensorial (congrega profissionais, instituições, pais e surdocegos), Centro de Integração Vítor Eduardo (Cive), entre outras. No Rio Grande do Sul há um trabalho intenso desenvolvido por Alex Garcia, 26 anos, surdocego desde a adolescência, e pós-graduado em Educação Especial. “Quando me perguntas o que ensino, poderia dizer que de tudo um pouco, com muita experiência própria aliada a metodologias e propostas específicas nas diversas áreas de deficiência, buscando melhorar a qualidade de vida daqueles que são portadores da deficiência”, resume.

Em São Paulo, a Ahimsa presta atendimento a surdocegos e portadores de múltipla deficiência sensorial, com distúrbios de linguagem e de comportamento, associados a surdocegueira. Ahimsa significa, em sânscrito, “não-violência”. A diretora educacional da instituição, Shirley Rodrigues Maia, estende esse significado a todo tipo de não-violência, a começar pelo respeito à liberdade de escolher comunicar-se da forma que convier à condição de cada pessoa. “A surdocegueira é uma deficiência que, combinando-se as perdas visual e auditiva, acaba trazendo problemas sérios de comunicação, locomoção e interação. Mas não há limites para o ser humano e o surdocego mostra que a comunicação pode ser simples, bastando ter tempo, perseverança e compreensão do outro”, afirma. Shirley lembra que, no Brasil, a educação de surdocego existe há 30 anos, mas só a partir de 1990 houve um impulso devido a apoio de instituições estrangeiras, como a Sense Internacional Latino América e a Perkins School, pela promoção de cursos de capacitação na área de surdocegueira, promoção de eventos e produção de impressos informativos. O tema “Surdocegueira” foi abordado no encontro latino americano  na Universidade Mackenzie de São Paulo. 

 Serviço Grupo Brasil de Apoio ao Surdocego e ao Múltiplo Deficiente Sensorial: (11) 5579.5438 ou 5579.0032.

Abrasc: (11) 3342.2108

Adefav: (11) 3342.2108

Ahimsa: (11) 5579.5438

Abrapascem: (11) 5083.2721 Centrau: (41) 345.9844

Escola Anne Sullivan: (11) 4220.3638

Instituto Benjamin Constant: (21) 2295.2543

Fonte : Instituto AME

Tecnologia para surdos

Por Deborah Malheiros

Aconteceu no Rio o oitavo Seminário do Grêmio do Instituto Nacional de Educação para Surdos (GINES) cujo tema era: Acesso à informação, as novas tecnologias na vida do surdo. O evento é promovido anualmente pelos próprios estudantes pertencentes ao grêmio do INES, instituição que é centro de referência na educação de pessoas com deficiência auditiva. O local oferece várias atividades em seu espaço, localizado no bairro das Laranjeiras, no Rio de Janeiro, entre elas: fonoaudiologia, prevenção à surdez, orientação familiar e ensino da língua de sinais. Há oito anos, através do grêmio estudantil, o instituto também realiza um Seminário, com o objetivo de conscientizar e informar a população sobre temas e novidades relevantes no segmento. Neste ano, o enfoque principal do evento foi como a tecnologia está melhorando a qualidade de vida dos surdos, que atualmente conseguem ter acesso a diversas facilidades, como os telefones especialmente adaptados, os aparelhos de fax e os celulares, com dispositivo de mensagem de texto.

Para Karin Strobel, presidente da Feneis (Federação Nacional de Integração dos Surdos) e uma das palestrantes do seminário, antigamente a sociedade dava mais valor à fala, desprezando a comunidade surda. “Entretanto, hoje em dia, as libras (lingua de sinais) estão muito mais popularizadas, ganhando espaço em anúncios e propagandas políticas. Graças a isso, os surdos conseguem se integrar mais”, completou. A palestrante frisou o papel preponderante da Internet nesse avanço da qualidade de vida, comunicação e mudança na vida dos surdos. De acordo com Karin Strobel, os surdos interagem muito através de sites de conversa e de relacionamentos, como MSN, Orkut e ICQ. “Mas não é só isso. Por causa da Internet, eles podem ter um maior acesso à informação, podem pesquisar coisas e aprender mais”, comentou. Entretanto, não são todos os portadores de surdez que conseguem usufruir das novas tecnologias oferecidas. Segundo a presidente da Feneis, falta ainda um projeto maior, que viabilize uma democratização no acesso dos surdos às novas facilidades. “Não há recursos. É preciso que, junto ao governo, projetos sejam elaborados para angariar verbas para educação dos surdos. Infelizmente, muitos ainda estão excluídos desse mundo digital”, afirmou Strobel.

Tradução e Closed Captions

O Seminário contou ainda com outras palestras, como a de Clélia Regina Ramos e René José da Silva, ambas da Editora Arara Azul (EAA). As duas são responsáveis por analisar e publicar materiais bilíngües, produzido para pessoas surdas. A EAA já traduziu para libras livros como Alice no País das Maravilhas (de Lewis Caroll), Pinóquio (de CarloLorenzi) e várias obras do escritor brasileiro Machado de Assis. Para Clélia, a primeira barreira que deve ser rompida pelo surdo é a da comunicação. Por isso, ela acredita que a leitura é fundamental para inserção no surdo na sociedade. “As Libras são melhores assimiladas se forem lidas. Para isso, é essencial que o surdo tenha acesso a livros traduzidos. A ampliação do uso da mídia digital também é importante”, contou Clélia, que primeiro publicou o clássico Alice no País das Maravilhas no formato de um vídeo interativo. Nesse Cd-Rom, o usuário podia ver tanto a versão escrita em português quanto a tradução para a lingua de sinais. Ainda na área da tecnologia, o Seminário promoveu uma mesa-redonda com Pablo Matos e Carolina Cambará, ambos monitores do projeto Oi Futuro, Augusto Costa, do CPL (Centro de Produção de Legendas) e Wallace Artur da Silva, aluno do INES e mediador do debate. Pablo e Carolina relataram como foi a experiência do Programa Continuado, uma parceria do INES e do Oi Futuro. “O papel do programa era apresentar o acervo museuológico para uma turma do INES poder tornar esse ambiente melhor e mais interessante para eles. E foi uma grande felicidade fazer isso, porque a turma abraçou o projeto, se envolveu, participou”, contou Pablo. A monitora Carolina disse que foi um grande desafio adaptar o espaço do Oi Futuro para portadores de surdez. “O Oi Futuro tem muitos estímulos que são audiovisuais. O bacana foi transformar esse áudio em uma coisa palpável e viável para pessoas surdas. Foi um grande trabalho, mas que valeu muito a pena, graças ao empenho desses jovens”, relatou. Já gerente da CPL, Augusto Costa, mostrou toda a trajetória percorrida pelas Closed Captions, espécies de legendas ocultas presentes na maioria dos televisores do país. Para conseguir visualizar o recurso, basta apertar um botão no controle remoto. Mesmo em programas ao vivo as legendas podem ser acionadas. A CPL é responsável pela colocação de legenda em diversos filmes e programas exibidos na TV brasileira. Segundo o gerente, em relação as tradicionais legendas, o maior benefício do recurso é oferecer ao surdo a possibilidade de saber até mesmo quando onomatopéias, músicas e melodias estão sendo utilizadas.

“Qualquer intervenção sonora vai aparecer como legenda, desde que as Closed Caption sejam gravadas com mais tempo de preparação. Em um programa ao vivo é impossível. Mas em filmes, por exemplo, isso já é uma realidade”, complementou o profissional.

Inauguração da “Casa adaptada ao bebê surdo

Koller presente na inauguração da “Casa adaptada ao bebê surdo e seus familiares”, criada pela ECS Rio Branco.

A ECS Rio Branco, uma escola para crianças e bebês surdos que hoje é referência na educação dos surdos não só no Brasil, mas mundialmente, inaugurou  a “Casa adaptada ao bebê surdo e seus familiares”, que ficará em constante exposição e será o local de atendimento da fonaudióloga Sandra. O objetivo é conscientizar as famílias da necessidade de alguns equipamentos e medidas simples poderão facilitar muito a vida do bebê como de seus familiares. Na casa, existem vários equipamentos e também são dadas sugestões de disposição dos móveis, além de filmes em Libras que irão contribuir na interação do bebê com seus familiares surdos, entre eles destacamos:

•Telefone para surdos no quarto dos pais: permitirão que os pais se comuniquem em qualquer momento com hospitais, médicos, familiares, etc ou qualquer emergência que se tem principalmente com bebês pequenos.

•Relógio despertador vibratório, trazendo pontualidade e independência para os pais surdos, •Babá eletrònica: uma luz acende quando o bebê chora, facilitando para a mãe ouvir e atender a criança imediatamente.

 •Vídeos de desenhos infantis em Libras para o bebê se desenvolver desde cedo na linguagem dos surdos. Segundo a assessoria da escola, durante essas três décadas, a ECS Rio Branco sempre promoveu atividades para estimular os alunos, incluí-los socialmente e fazer com que desenvolvam seus talentos. Desde 2001, atua, também, com crianças de 0 a 3 anos, no “Programa de Estimulação do Desenvolvimento”. A iniciativa possibilita que os pequeninos, por meio do contato freqüente com usuários fluentes da Língua  de Sinais Brasileiras  (Libras), tenham um desenvolvimento de língua e linguagem adequado. A comunidade surda tem grande respeito pelo trabalho da ECS Rio Branco porque sabe que a instituição acredita na capacidade dos surdos. Segundo a coordenadora Sabine Vergamini, “Praticamente, metade dos nossos educadores são surdos e a outra metade são ouvintes fluentes em Libras. Os educadores surdos são a grande referência tanto para os alunos, como para as famílias para mostrar que o surdo é capaz de se desenvolver, de trabalhar e ter uma vida como qualquer outra pessoa”, completa.

A Koller estava presente no evento e forneceu a babá eletrônica e o relógio despertador vibratório.

 

 

Fotos: a primeira , berço com babá eletrônica com sinalizador luminoso que acende ao choro do bebê. A segunda , telefone para surdos (no criado) e relógios despertador vibratório.

 

Fotos: a primeira , a cozinha deverá ser projetada tendo em vista que a mãe deverá ter o bebê sempre à vista. Na sala, vídeo em Libras com história infantis.

Despertador Vibratório Lauden (residencial)

O Lauden

Koller & Sindicic Telecomunicações e Tecnologia Ltda.
Al. Santo Amaro, 652 – Santo Amaro – São Paulo – SP – CEP 04745-001 –
Fone (11) 2117-8668 – Fax (11) 2117-8669 – TTS (11) 2117-8670

é um relógio despertador vibratório ideal para surdos, deficientes auditivos e pessoas com sono profundo. Com um design moderno, possui display digital de fácil visualização e oferece 2 opções de despertar: por vibração e alarme sonoro. A unidade móvel vibratória pode ser colocada embaixo do travesseiro, e no horário programado, vibrará em pulsos de 2 segundos. O Lauden Residencial possui alimentação Bivolt (110/220V) e permite a utilização de bateria, que em casos de falta de energia, permitirá que o relógio continue funcionando e desperte no horário programado.

KOLLER

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